A Polícia Federal deflagrou nesta semana a Operação Merenda Digna, que investiga supostas irregularidades na contratação emergencial da merenda escolar no município de Ilhéus. A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em cidades baianas, entre elas Ilhéus, Camaçari e Lauro de Freitas.
Segundo as investigações, a PF apura possíveis irregularidades envolvendo o fornecimento da alimentação escolar, incluindo suspeitas de direcionamento de contratos entre empresas e indícios de sobrepreço em um contrato estimado em cerca de R$ 15,5 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, alguns produtos adquiridos para a merenda teriam sido comprados acima do valor de mercado. Os investigadores também analisam a legalidade do processo emergencial utilizado para a contratação do serviço.
Em nota oficial, a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Educação, afirmou que a atual gestão atua com “transparência, legalidade e respeito ao dinheiro público”, destacando que a alimentação escolar é tratada como prioridade pela administração municipal.
O governo municipal informou ainda que a investigação teve origem em uma denúncia apresentada à 1ª Vara Criminal de Ilhéus e classificou a acusação como de “cunho político”. A prefeitura declarou que vem colaborando integralmente com as autoridades, fornecendo documentos e esclarecimentos solicitados durante a apuração.
Na manifestação, a administração municipal sustenta que todo o processo licitatório, a execução contratual e a prestação de contas seguem a legislação vigente e os critérios dos órgãos de controle interno e externo. A gestão também afirmou confiar que, ao final das investigações, a lisura dos atos será comprovada.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre possíveis responsabilizações ou medidas judiciais futuras relacionadas ao caso.




