Mãe ganha dia de bem-estar em iniciativa de humanização do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus

Estar por um longo período ao lado de um filho em uma unidade hospitalar é ver o tempo passar a ser medido pelo gotejar do soro e pelo ritmo dos monitores. Há quatro meses, essa é a realidade da dona de casa Queiliane Silva. Natural de Uruçuca, ela vive uma intensa rotina dentro de hospitais.

Primeiro, esteve no Hospital Ana Nery, em Salvador. Agora, segue no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), acompanhando a evolução da pequena Myrella, sua terceira filha.

*Cuidado com as pessoas*

Humanizar o serviço do HMIJS e acolher pacientes e acompanhantes são compromissos da FESF e da Sesab. A proposta é promover uma mudança de perspectiva: o foco deixa de ser apenas o diagnóstico e o tratamento técnico e passa a contemplar o cuidado com todas as pessoas.

Foi com esse propósito que o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio estruturou sua Comissão de Cuidados Paliativos Pediátricos — um grupo multiprofissional que acredita que o cuidado precisa ser compartilhado e profundamente humano.

Partindo dessa ideia, a comissão decidiu promover momentos de relaxamento surpresa para Queiliane. Ao lado do leito da filha, ela recebeu um ambiente preparado com música e sessões de massoterapia e cromoterapia — técnica que utiliza cores para promover o equilíbrio energético —, com foco em seu bem-estar físico e emocional.

A médica Lysia Souto, presidente da comissão, explica que a ação envolve profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, assistência social e fisioterapia. “É uma iniciativa horizontal, em que todos têm sua importância e juntos fazem um coro só”, afirma. “Os cuidados paliativos não falam sobre fim. Falam sobre percurso. Sobre garantir que, independentemente do desfecho, esse caminho seja vivido com respeito, acolhimento e amor”, completa. Segundo ela, a ação passa a integrar a rotina do setor.

“Quando a unidade de saúde compreende que o bem-estar da mãe reflete diretamente na recuperação do filho, o cuidado transborda o leito hospitalar, criando uma rede de apoio que fortalece a resiliência emocional de famílias que, como a de Queiliane, enfrentam longas jornadas de espera e esperança”, destaca a diretora-geral da unidade, Renata Lordêlo.

Referência

A estrutura do HMIJS conta com 105 leitos de internação, sendo 10 de UTI Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva, além de cinco leitos no Centro de Parto Normal intra-hospitalar. O hospital é referência para urgências e emergências em toda a região e está preparado para partos de risco, gestações de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal, além de assistência clínica e intensiva às crianças. O funcionamento é 24 horas, com atendimento por demanda espontânea e referenciada, integrado à rede de atenção primária.

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