A Prefeitura de Porto Seguro está pagando R$ 10 por cada peixe-leão capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22, numa iniciativa voltada ao controle da espécie invasora, que ameaça o equilíbrio da vida marinha. A campanha começou em agosto e segue até o fim de setembro.
A captura deve ser realizada somente por pescadores capacitados e autorizados, já que o peixe-leão possui espinhos venenosos e exige cuidados específicos durante o manuseio. No primeiro mês da ação, mais de 500 exemplares foram retirados do mar, com mais de R$ 5 mil pagos aos participantes.
Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão se espalha rapidamente e se alimenta de diferentes espécies marinhas, o que pode causar impactos sobre populações nativas e comprometer o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.
Além do problema ambiental, a espécie também oferece riscos à saúde humana. Seus espinhos podem inocular veneno e provocar dor intensa, náuseas, vômitos e outros sintomas, especialmente em casos de acidentes durante a captura ou o manuseio.
Os exemplares recolhidos são encaminhados para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde passam por análises e estudos relacionados à alimentação, habitat e características da espécie.
Apesar dos espinhos venenosos, a carne do peixe-leão pode ser consumida quando preparada de forma adequada. A presença da espécie no litoral baiano tem aumentado a atenção de pesquisadores e órgãos ambientais diante dos possíveis impactos sobre a biodiversidade marinha.


