Espécie invasora ameaça a biodiversidade marinha e possui espinhos venenosos que podem provocar acidentes graves em banhistas e pescadores.
Um peixe-leão, espécie invasora considerada uma ameaça ao equilíbrio dos ecossistemas marinhos, foi capturado na Praia do Cristo, em Ilhéus, no sul da Bahia, no final da tarde desta terça-feira (20). O registro acendeu um alerta sobre a presença do animal no litoral da cidade, especialmente pelos riscos que seus espinhos venenosos representam para pescadores, mergulhadores e banhistas.
A captura foi realizada por um pescador e ocorre em meio ao avanço da espécie pela costa baiana. Outros exemplares já foram registrados em diferentes municípios do estado, incluindo Salvador e Porto Seguro, aumentando a preocupação das autoridades ambientais.
Originário dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão é conhecido pela aparência exótica, com nadadeiras longas e espinhos venenosos. Apesar de não atacar seres humanos, o contato acidental pode provocar dor intensa, inchaço, vermelhidão e outros sintomas que exigem atendimento médico.
Além dos riscos à saúde, a espécie representa uma ameaça ambiental. O peixe-leão se alimenta de pequenos peixes e crustáceos, possui elevada capacidade de reprodução e não encontra, no litoral brasileiro, predadores naturais capazes de controlar efetivamente sua população.
Segundo a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), até setembro de 2026, a presença do animal já havia sido registrada em pelo menos dez municípios baianos. A expansão preocupa especialistas devido aos possíveis impactos sobre a biodiversidade, a pesca e os ecossistemas recifais.
Orientações para a população
As autoridades ambientais recomendam que banhistas e pescadores não tentem tocar, capturar ou manipular o peixe-leão, mesmo quando o animal estiver morto, já que seus espinhos continuam venenosos.
Ao identificar um exemplar, a orientação é manter distância, registrar imagens com segurança e comunicar o avistamento aos órgãos ambientais.
Em caso de ferimento, a pessoa deve lavar o local com água e sabão, evitar torniquetes ou cortes e procurar atendimento médico imediatamente. A aplicação cuidadosa de água quente, em temperatura tolerável, pode ajudar a aliviar a dor enquanto o atendimento é buscado.
O registro na Praia do Cristo reforça a necessidade de monitoramento da espécie em Ilhéus e de conscientização da população. Apesar do alerta, a presença do peixe-leão não significa, por si só, que a praia esteja imprópria para banho.


