Estudo do IBGE revela que baianos estão entre os que menos ganham no país

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) colocam a Bahia entre os estados com menor rendimento médio do Brasil. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2025, publicada no início de dezembro, o rendimento médio de todos os trabalhos no estado é de R$ 2.140, o terceiro pior do país.

O levantamento mostra que apenas Maranhão e Ceará apresentam números inferiores, com rendimentos médios de R$ 2.051 e R$ 2.053, respectivamente. A disparidade regional fica ainda mais evidente quando comparada ao Distrito Federal, onde a média da renda da população ocupada formalmente, somada a trabalhos extras, alcança R$ 5.037, mais que o dobro do valor registrado na Bahia.

Para a supervisora de disseminação de informações do IBGE, Mariana Viveiros, o cenário está diretamente ligado à estrutura econômica do estado. De acordo com ela, os setores que mais empregam são também os que oferecem as menores remunerações. “Quase 70% das pessoas ocupadas na Bahia estão no setor de serviços e comércio, que tende a pagar menos do que a indústria”, explica.

O estudo também aponta que o baixo nível de especialização profissional contribui para a manutenção de salários reduzidos. A predominância de ocupações que exigem menor qualificação limita o acesso a vagas com melhor remuneração. Soma-se a isso a alta taxa de informalidade e a grande procura por emprego, fatores que pressionam o mercado de trabalho e reduzem o poder de barganha dos trabalhadores.

O diagnóstico do IBGE evidencia desafios estruturais para o estado, que passam pela diversificação da economia, ampliação da qualificação profissional e redução da informalidade — elementos considerados essenciais para a elevação da renda média e a melhoria das condições de vida da população baiana.

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