De Ilhéus para o Paraná: baiana do acarajé sofre boicote político e recebe apoio

Natural de Ilhéus, Lily do Acarajé teve seu negócio incluído em uma lista de boicote em Francisco Beltrão, no Paraná. Após a repercussão, moradores se mobilizaram para apoiar a empreendedora.

A história de uma empreendedora natural de Ilhéus ganhou repercussão no Paraná após ela ser alvo de um boicote motivado por supostas posições políticas. Aliliane Souza Santos, conhecida como Lily do Acarajé, vive em Francisco Beltrão, onde mantém seu negócio de venda de acarajé e outros produtos da culinária baiana.

O caso veio à tona na segunda-feira (26), quando Lily descobriu que seu empreendimento havia sido incluído em uma lista que incentivava consumidores a evitar estabelecimentos de comerciantes supostamente alinhados à esquerda nas eleições presidenciais de 2026.

Segundo a empreendedora, ela nunca declarou apoio político em seus perfis pessoais ou comerciais. Em entrevista ao Aratu On, afirmou que acredita ter sido alvo por ser baiana e comercializar produtos típicos da Bahia.

Após descobrir a situação, Lily publicou um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido. O desabafo repercutiu e mobilizou pessoas em apoio à empreendedora, que também registrou um boletim de ocorrência.

A Polícia Civil de Francisco Beltrão informou que analisa os elementos disponíveis para identificar os responsáveis pelas mensagens e avaliar possíveis enquadramentos criminais. O caso pode envolver discriminação relacionada à origem regional, conforme as circunstâncias apuradas.

A reação ao boicote também se transformou em uma mobilização de apoio ao negócio. Moradores organizaram uma ação para comprar acarajés no estabelecimento nesta quinta-feira (29), às 16h, como forma de demonstrar solidariedade à baiana.

Apesar do impacto inicial, Lily afirmou que a repercussão acabou trazendo visibilidade ao seu trabalho. “Tentou me prejudicar, mas ajudou”, relatou a empreendedora, ao comentar o apoio recebido após o episódio.

Natural de Ilhéus, Lily leva a culinária baiana para o interior do Paraná, onde sua história passou a chamar a atenção não apenas pelo boicote, mas também pela mobilização de pessoas em defesa de seu trabalho.

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