Quando a estudante Maria Eduarda Veloso, hoje no 8º ano do Colégio Vitória, em Ilhéus, foi estimulada pelos professores a se inscrever na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), não imaginava o impacto que isso traria à sua trajetória escolar. Ela acaba de conquistar a Medalha de Bronze na competição nacional, com nota 9 de 10. É uma volta ao pódio, como no ano anterior, quando faturou a Medalha de Prata.
A competição estudantil, segundo a diretora do Colégio Vitória, Ana Melo, expande a percepção do aluno sobre sua própria capacidade de aprender. Incentivar a participação em olimpíadas do conhecimento sempre foi uma premissa da escola, parte do planejamento estratégico, recurso pedagógico que oferece a oportunidade de uma experiência voluntária de crescimento.
O objetivo da OBA é fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia, Astronáutica e ciências afins. É mutirão nacional que envolve alunos, professores, coordenadores, diretores e pais, além de planetários, observatórios, museus de ciência, associações de astrônomos e instituições aeroespaciais.
“Essas competições eram propostas majoritariamente para a rede pública. Há três anos, o cenário mudou quando o Ministério da Educação passou a integrar a rede privada em grandes iniciativas voltadas a um conhecimento mais holístico. Nossos professores já estavam preparados para esse modelo de atividade”, explica Ana Melo.
A instituição acumula cases de sucesso, como a conquista máxima da Medalha de Ouro na Olimpíada Brasileira de Robótica. Para o segundo semestre, já tem inscritos na Olimpíada Nacional de Ciências, na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP) e na Olimpíada Regional de Matemática, promovida pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) — evento em que o Colégio Vitória é um dos participantes mais assíduos.

