Foto: Lars Baron/Getty Images/AFP
Às vésperas da semifinal da Copa do Mundo diante da Inglaterra, a Argentina voltou a ser assunto fora das quatro linhas. Uma petição online que pede a exclusão da seleção do torneio ultrapassou a marca de 10 milhões de assinaturas e ganhou repercussão nas redes sociais, impulsionada pelas polêmicas de arbitragem registradas na vitória por 3 a 2 sobre o Egito.
A campanha, hospedada no site argentinaout.com, acusa a Fifa e a arbitragem de beneficiarem a equipe comandada por Lionel Scaloni e de favorecerem Lionel Messi ao longo da competição. No texto da petição, os organizadores afirmam que o campeão do Mundial já estaria “definido” e defendem a retirada da Argentina da disputa.
Apesar da mobilização expressiva, a iniciativa não possui qualquer validade jurídica ou influência sobre a Copa do Mundo. A exclusão de uma seleção só pode ocorrer por decisão da Fifa, entidade máxima do futebol mundial.
A insatisfação ganhou força após um dos jogos mais dramáticos do torneio. A Argentina chegou a estar perdendo por 2 a 0 para o Egito, mas reagiu nos minutos finais e marcou três gols em apenas 13 minutos para garantir a classificação.
O confronto, no entanto, ficou marcado por decisões contestadas. O principal lance foi a anulação de um gol do atacante Mostafa Ziko após revisão do VAR, que identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez no início da jogada. A interpretação gerou protestos da Federação Egípcia.
Outra reclamação surgiu pouco antes do gol da virada argentina. Torcedores e comentaristas questionaram a não marcação de uma falta sobre Mohamed Salah, em um lance que originou o contra-ataque decisivo da equipe sul-americana.
Diante das críticas, o presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, afirmou que a equipe de arbitragem seguiu corretamente o protocolo do VAR e defendeu as decisões tomadas durante a partida.
Já o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, descartou qualquer possibilidade de favorecimento.
“Com a tecnologia e toda a exposição que existe hoje, seria impossível esconder qualquer manipulação. Erros acontecem no futebol, mas não existe tratamento especial para a Argentina”, declarou o treinador à imprensa internacional.
Enquanto a discussão segue movimentando as redes sociais e dividindo opiniões entre torcedores, a seleção argentina mantém o foco na disputa por uma vaga na decisão do Mundial. Já a petição, apesar da repercussão e do número expressivo de assinaturas, permanece apenas como um movimento de protesto sem qualquer consequência prática para a competição.

