A mais recente pesquisa da Genial/Quaest desenha um cenário de forte equilíbrio na disputa pelo governo da Bahia. O levantamento mostra que há empate técnico entre os principais pré-candidatos, aliado a um nível significativo de indecisão do eleitorado, indicando uma eleição ainda em aberto.
No principal cenário estimulado, o governador Jerônimo Rodrigues aparece com 38% das intenções de voto, enquanto ACM Neto registra 37%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, configurando empate técnico. Outros nomes citados na pesquisa não ultrapassam a casa de um dígito.
O equilíbrio também se reflete na simulação de segundo turno. Nesse cenário, Jerônimo soma 47%, contra 46% de ACM Neto, mantendo a disputa tecnicamente empatada e sem indicação de vantagem consolidada para qualquer lado.
Além da proximidade numérica, o levantamento chama atenção para o grau de indefinição do eleitorado. Uma parcela expressiva dos entrevistados afirma que a escolha de voto ainda pode mudar, o que indica espaço para oscilações ao longo da campanha e reforça o caráter competitivo da eleição.
A avaliação do governo estadual ajuda a explicar esse cenário. Segundo a pesquisa, a gestão de Jerônimo Rodrigues apresenta um quadro dividido: cerca de metade dos eleitores aprova o governo, enquanto uma parcela também relevante declara desaprovação. Na avaliação qualitativa, o governo é classificado majoritariamente como regular, com percentuais menores para “ótimo/bom” e “ruim/péssimo”.

Outro dado relevante é a percepção sobre o futuro político do estado. O levantamento mostra que há uma divisão entre os que defendem a continuidade do atual governo e os que preferem mudança, o que contribui diretamente para o empate observado nas intenções de voto.
A pesquisa também indica que o nível de conhecimento dos candidatos é elevado entre os principais nomes, mas ainda há espaço para crescimento em potencial de voto, sobretudo entre eleitores que não demonstram rejeição consolidada.
No recorte por segmentos, como faixa etária, renda e posicionamento político, o cenário segue competitivo, com variações pontuais, mas sem alterações significativas que rompam o equilíbrio geral da disputa.
Diante desse quadro, a eleição na Bahia se desenha como uma das mais abertas dos últimos anos. Com empate técnico nos principais cenários, avaliação de governo dividida e alto índice de eleitores indecisos, o resultado deve depender diretamente da evolução da campanha, da capacidade de mobilização dos candidatos e das alianças políticas construídas até o pleito.
A íntegra da pesquisa, com todos os recortes e cenários detalhados, está disponível para download e consulta completa.





