Autoridades brasileiras iniciaram checagens e monitoramento após informações veiculadas pela imprensa internacional indicarem que o senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil a bordo de uma aeronave privada rumo aos Estados Unidos, fazendo escala na Argentina. A movimentação suspeita ocorre em meio ao cumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Cruzamento de Fronteira e voo privado sob apuração
Conforme divulgado por veículos como portal R7, o jornal O Globo, o UOL e a agência internacional Infobae, o parlamentar teria cruzado a fronteira terrestre do Brasil com a província de Misiones utilizando a carteira de identidade nacional.
A partir de Puerto Iguazú, o senador teria embarcado em um jato executivo modelo Gulfstream G400 (matrícula LV-JQW), pertencente à empresa de táxi aéreo Baires Fly S.A., com decolagem prevista na madrugada desta terça-feira. Registros migratórios teriam solicitado liberação alfandegária para quatro passageiros e três tripulantes.
Até o momento, a Polícia Federal e a cúpula dos órgãos de segurança brasileiros não confirmaram a presença física do senador na lista de passageiros e realizam verificações junto a autoridades argentinas. Aliados próximos ao parlamentar negam veementemente que ele tenha deixado o território nacional.
Ordens do STF e investigações em andamento
A hipótese de viagem ao exterior ganhou repercussão logo após o próprio senador publicar vídeo nas redes sociais afirmando ter sido notificado por agentes da Polícia Federal sobre uma ordem judicial atribuída ao ministro Alexandre de Moraes.
A determinação inclui:
-
A entrega obrigatória e cancelamento de todos os passaportes do senador;
-
A proibição de deixar o país;
-
A proibição de contato com alvos de investigações paralelas por suposta lavagem de dinheiro.
Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma atitude intimidatória, reafirmou que entregará seus documentos à Justiça e que pretende liderar a oposição política.


