Com a chegada do verão, as praias de Ilhéus passaram a receber um número maior de visitantes e turistas, movimentando positivamente a cidade, mas também gerando conflitos relacionados à convivência nos espaços públicos. Um dos principais motivos de reclamação tem sido o uso de caixas de som em volume elevado por parte de banhistas.
O que para alguns representa lazer, para outros tem se transformado em desconforto. Em diversos pontos das praias de Ilhéus é comum ver cada grupo com o próprio equipamento de som, o que resulta em diferentes músicas tocando simultaneamente e compromete o ambiente de tranquilidade buscado por famílias e visitantes.
A Folha da Praia recebeu o relato de um seguidor que afirmou ter deixado a praia onde estava com a família diante da situação. Segundo ele, além do volume excessivo, as músicas reproduzidas continham letras com palavras obscenas, consideradas inadequadas para um ambiente frequentado por muitas crianças.
O problema se agrava ainda mais quando o som ultrapassa o limite permitido. O volume exagerado em áreas públicas, como praias, pode caracterizar poluição sonora. No Brasil, a legislação prevê que sons capazes de causar prejuízo à saúde, ao sossego ou ao bem-estar coletivo podem ser enquadrados como infração ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
Além disso, o Decreto-Lei nº 3.688/1941, que trata das contravenções penais, prevê punições para quem perturba o sossego alheio com gritaria, algazarra ou uso abusivo de instrumentos sonoros. O uso de som em locais públicos pode ocasionar multas e até apreensão de equipamentos.
As praias são espaços coletivos, frequentados por famílias, idosos e crianças. O uso irresponsável de caixas de som ou os famosos paredões, tem causado desconforto e afetado a experiência de quem busca lazer, principalmente durante fins de semana e feriados.
O uso consciente de aparelhos sonoros em volume moderado é fundamental para garantir uma boa convivência. Casos de abuso podem ser denunciados à Polícia Militar através do número 190. A Central (190) recebe a solicitação, registra e envia as viaturas mais próximas da ocorrência.
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