Quase sete em cada dez moradores de Salvador afirmam que deixariam a capital baiana para viver em outra cidade. O dado faz parte do levantamento “Viver nas Cidades: Qualidade de Vida”, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Sesc-SP e executado pela Ipsos-Ipec, divulgado em dezembro de 2025.
Segundo o estudo, 67% dos soteropolitanos disseram que se mudariam caso tivessem a oportunidade, enquanto apenas 33% afirmaram que permaneceriam na cidade. A pergunta feita aos entrevistados foi direta: se pudessem, sairiam do município onde moram para viver em outra cidade ou não.
No ranking nacional, Salvador aparece entre as capitais com maior intenção de mudança. A cidade ocupa a terceira colocação, ao lado de Recife, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e de Manaus, onde 75% dos moradores afirmaram que deixariam suas capitais. Porto Alegre surge logo em seguida, com 71%. Também apresentam índices elevados São Paulo, com 65%, Belém, com 63%, e Belo Horizonte, com 61%. Fortaleza, Goiânia e outras capitais aparecem com percentuais menores. Goiânia, inclusive, lidera o índice de moradores que afirmaram que continuariam vivendo na própria cidade.
Além da intenção de mudança, a pesquisa também investigou a percepção sobre qualidade de vida nos últimos 12 meses. Em Salvador, 13% dos entrevistados disseram que a qualidade de vida piorou um pouco, enquanto 15% afirmaram que melhorou muito. A maioria, no entanto, relatou estabilidade ou melhora moderada: 36% disseram que a qualidade de vida permaneceu igual, e 30% apontaram que melhorou um pouco no período analisado.
O levantamento foi realizado de forma online e ouviu 3.500 pessoas com 16 anos ou mais, de todas as classes sociais, residentes em dez capitais brasileiras, entre elas Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Goiânia. Os dados reforçam o debate sobre os desafios urbanos e os fatores que influenciam a permanência ou a saída dos moradores das grandes cidades brasileiras.

