Procura indevida lota Costa do Cacau e retarda socorro a pacientes críticos

A falta de conhecimento sobre o funcionamento da rede de saúde está superlotando o Hospital Regional Costa do Cacau. Pacientes com sintomas leves estão buscando atendimento na emergência de uma unidade que foi estruturada para casos graves, o que prejudica o fluxo interno e compromete o atendimento de quem realmente enfrenta risco imediato.

Segundo o diretor do hospital, Júlio Musse, o Costa do Cacau é preparado para atender situações de alta complexidade, como AVC, infarto, hemorragias, traumas e quadros clínicos que necessitam de recursos avançados. Ele alerta que a presença de pacientes com queixas simples na unidade acaba consumindo tempo e estrutura que deveriam estar direcionados a pacientes críticos.

A rede de saúde segue uma lógica hierárquica. Os postos de saúde são a porta de entrada do sistema e atendem situações leves, como sintomas gripais, febre baixa, pequenos cortes, acompanhamento de doenças crônicas e consultas de rotina. As UPAs recebem casos de urgência que precisam de avaliação rápida, mas que não apresentam risco imediato de morte, como febre alta persistente, crises de asma, dores intensas, quedas sem gravidade e suspeita de fratura.

Já os hospitais de alta complexidade, como o Costa do Cacau, são destinados exclusivamente a quadros graves. Quando pacientes com sintomas leves procuram diretamente o hospital, além de gerar lotação, aumentam o tempo de espera e inviabilizam a prioridade de casos críticos.

O correto direcionamento do atendimento é um ato de responsabilidade social. Respeitar o fluxo de acesso ao sistema evita desperdício de recursos, reduz filas e permite que a equipe médica atue com agilidade no salvamento de vidas. Conscientizar-se sobre onde buscar atendimento é uma necessidade para que o sistema funcione de maneira eficiente e justa para todos.

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