Mpox reaparece em meio ao Carnaval e reacende alerta sanitário no país

Depois da pandemia de Covid-19 ter marcado uma geração, um novo sinal de alerta volta a rondar o calendário festivo brasileiro. A capital gaúcha confirmou nesta terça-feira (17) mais um caso de Mpox, doença anteriormente chamada de varíola dos macacos, em um morador que contraiu o vírus fora do Rio Grande do Sul. A confirmação ocorre às vésperas do Carnaval, período tradicionalmente associado a grandes aglomerações e contato físico intenso.

Em 2025, Porto Alegre registrou 11 ocorrências da doença. Já em janeiro de 2026, São Paulo confirmou 43 casos, a partir de 161 notificações suspeitas, o que reforça a vigilância em nível nacional.

Autoridades de saúde têm intensificado as orientações preventivas, sobretudo diante da movimentação típica desta época do ano. Embora não haja cenário de emergência declarado, o histórico recente da doença impõe cautela.

Como ocorre a transmissão

A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pele, além de secreções respiratórias e saliva de pessoas infectadas. Diferentemente de vírus respiratórios de alta disseminação aérea, o contágio está mais associado ao contato próximo e prolongado.

A recomendação é clara: antes de participar de festas e blocos, observar a própria pele e a do parceiro em busca de erupções ou bolhas suspeitas. Caso surjam sintomas, a orientação é procurar atendimento médico e evitar exposição.

Entre as medidas consideradas essenciais estão a higienização frequente das mãos e o uso de máscaras em ambientes fechados e lotados. Também se aconselha evitar contatos íntimos diante de qualquer sinal suspeito.

Sintomas e cuidados

Os sintomas incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, fraqueza e aumento dos linfonodos (ínguas). O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre dez e 16 dias após a exposição ao vírus.

Não existe, até o momento, um medicamento específico aprovado para tratamento da Mpox. A abordagem médica é voltada ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações. Pacientes diagnosticados devem manter as lesões cobertas e usar máscara para reduzir o risco de transmissão.

Histórico recente no Brasil

A Mpox ganhou projeção internacional em 2024, quando a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional. Na ocasião, o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos no número de casos registrados.

Em 2025, com a redução consistente das notificações, o estado de emergência foi suspenso. Ainda assim, os registros recentes indicam que o vírus segue circulando.

Especialistas reforçam que informação e responsabilidade individual continuam sendo as principais barreiras contra novos surtos. Em um país onde o Carnaval mobiliza milhões de pessoas, a prevenção pode ser o diferencial entre uma festa segura e a ampliação silenciosa de um novo ciclo de transmissão.

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