Lula e Flávio aceitam abrir sigilos, e decisão agora está nas mãos de Mendonça

Campanhas dos presidenciáveis concordaram com a divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos; medida depende de autorização do TSE.

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, chegaram a um acordo nesta quinta-feira (22) para a abertura de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. Após uma série de exigências e negociações entre os adversários, a efetivação da medida depende agora de uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, representantes das duas candidaturas assinaram uma petição conjunta estabelecendo que a divulgação dos dados deverá ocorrer de maneira integral, imediata e simultânea, incluindo informações de familiares e pessoas ligadas aos candidatos.

O documento prevê que as informações sejam requisitadas ao Banco Central, à Receita Federal, às instituições financeiras e às operadoras de telefonia. A proposta é disponibilizar os registros publicamente, por meio da plataforma DivulgaCandContas ou de outro canal oficial.

A campanha de Lula já apresentou ao TSE a autorização para a abertura dos sigilos. Já a equipe de Flávio Bolsonaro confirmou o compromisso de formalizar a liberação dos dados até as 23h59 desta quinta-feira.

O impasse teve início após Lula desafiar Flávio a abrir seus sigilos durante o debate presidencial realizado pela Band, no último domingo (18). O senador aceitou a proposta, mas apresentou uma série de condições, incluindo a divulgação de informações sobre familiares, empresas e pessoas próximas ao presidente.

A campanha petista, por sua vez, concordou com as exigências, desde que a abertura dos dados também contemplasse integralmente o candidato do PL e os envolvidos mencionados no pedido inicial.

Com o entendimento entre as duas candidaturas, a expectativa agora se concentra na análise do ministro André Mendonça, responsável por decidir sobre o encaminhamento das solicitações.

O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, afirmou que a responsabilidade pela continuidade do processo está com o Judiciário e o Ministério Público, defendendo rapidez na divulgação das informações.

A movimentação ocorre na reta final da disputa presidencial, a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Apesar do acordo entre os candidatos, a abertura efetiva dos sigilos ainda não foi autorizada pela Justiça Eleitoral.

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