Líder do governo classifica discurso de ACM Neto na região cacaueira como demagógico

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), afirmou que o discurso do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto, voltado à região cacaueira, não passa de demagogia. A declaração ocorre às vésperas de uma agenda do oposicionista com produtores de cacau no sul da Bahia.

Segundo Rosemberg, a oposição mantém críticas frequentes ao governo estadual, mas não apresenta ações concretas para enfrentar os problemas da população baiana. Ele sustenta que a aproximação de ACM Neto com os cacauicultores acontece apenas em períodos eleitorais, sem histórico de iniciativas efetivas em favor do setor.

O deputado citou dados que, de acordo com ele, demonstram ausência de investimentos da bancada federal do União Brasil na cadeia produtiva do cacau. Conforme os números apresentados, das 145 emendas empenhadas entre 2022 e 2026, que somam R$ 700,6 milhões, nenhuma teria sido destinada ao desenvolvimento da cacauicultura. Para o líder governista, se houvesse compromisso político com a região, ao menos parte desses recursos teria sido direcionada ao setor.

Rosemberg também relacionou o grupo político de Neto a decisões tomadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a portaria que facilitou a entrada de cacau africano no mercado brasileiro. Ele afirmou que a medida foi posteriormente revogada pelo presidente Lula, após articulação do governador Jerônimo Rodrigues, em resposta às demandas do setor produtivo baiano.

Ao comparar discursos e ações, o parlamentar destacou programas estaduais voltados ao fortalecimento da cacauicultura, como Cacau+, Ater Biomas e Bahia Produtiva, que, segundo ele, somam mais de R$ 280 milhões em investimentos. Ele afirmou que o governo tem estruturado políticas públicas, ampliado a assistência técnica e fortalecido cooperativas, enquanto a oposição se limita ao discurso.

A região cacaueira volta, assim, ao centro do debate político na Bahia, em meio à disputa por narrativas e protagonismo junto a um dos setores mais tradicionais da economia do estado.

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