Nova modalidade do programa está prevista para 2027 e pretende ajudar estudantes de baixa renda a permanecer na universidade até a conclusão do curso.
O Governo Federal prepara a criação do Pé-de-Meia Universitário, uma nova modalidade de incentivo financeiro que prevê o pagamento de R$ 700 mensais a estudantes de baixa renda, além da formação de uma poupança que poderá chegar a R$ 10 mil ao final da graduação. A iniciativa está prevista para começar em 2027.
Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, nesta quarta-feira (4), durante participação no programa Bom Dia, Ministro. Segundo ele, o Ministério da Educação (MEC) está na fase final de elaboração do programa, que busca reduzir a evasão universitária e garantir condições para que jovens em situação de vulnerabilidade concluam seus estudos.
Como vai funcionar o benefício?
A proposta prevê o pagamento de R$ 700 mensais durante dez meses do ano letivo. Além desse valor, outros R$ 250 serão depositados mensalmente em uma poupança, que poderá ser resgatada após a conclusão da graduação.
Em um curso de quatro anos, o estudante poderá acumular R$ 10 mil, com correção monetária, para utilizar no início da vida profissional.
Quem poderá receber?
O programa deverá atender prioritariamente estudantes de baixa renda matriculados em universidades públicas e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
Uma das condições previstas é que o universitário conclua a graduação dentro do prazo estabelecido para o curso.
O governo ainda não divulgou as regras definitivas de participação, o calendário de pagamentos ou a abertura de inscrições.
Pé-de-Meia também poderá ser ampliado no ensino médio
Durante a entrevista, o ministro também anunciou que o governo pretende ampliar o Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio da rede pública até o fim de 2027.
Atualmente, o programa atende estudantes de famílias inscritas no CadÚnico, oferecendo incentivos financeiros vinculados à frequência e à conclusão escolar.
A ampliação e a nova modalidade universitária ainda dependem da definição das regras pelo Ministério da Educação.


