Ao completar três anos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, a política de economia solidária na Bahia consolida um ciclo de expansão e resultados concretos, sobretudo nas regiões Sul, Extremo Sul e Baixo Sul do estado. A estratégia, centrada no fortalecimento do trabalho coletivo e na inclusão produtiva, vem ampliando oportunidades para milhares de trabalhadores historicamente à margem do mercado formal.
Desde 2023, a atuação da Superintendência de Economia Solidária intensificou a presença do Estado nos territórios. O número de Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), vinculados à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, saltou de 14 para 23 unidades, alcançando atualmente 24 dos 27 territórios de identidade. Na prática, a expansão permitiu atender mais de 2.400 empreendimentos, com impacto direto na vida de cerca de 30 mil pessoas.
Nos territórios do sul baiano, onde predominam atividades como agricultura familiar, pesca artesanal e reciclagem, a política ganha contornos ainda mais estratégicos. A presença dos Cesol tem contribuído para estruturar cadeias produtivas e profissionalizar iniciativas que antes operavam de forma informal.
A atuação vai além do incentivo à produção. A política pública integra assistência técnica e qualificação, orientando desde processos produtivos até aspectos fundamentais como rotulagem, embalagem e formação de preços. O acesso ao mercado, considerado um dos principais gargalos do setor, também tem sido priorizado.
Atualmente, o estado já contabiliza 27 pontos de comercialização, entre lojas físicas, quiosques e parcerias institucionais. No Sul da Bahia, iniciativas em cidades como Itabuna e Ilhéus ampliam a visibilidade dos produtos da economia solidária e facilitam o escoamento da produção local.
O cooperativismo desponta como um dos pilares desse avanço. Em Ilhéus, a experiência da Chocosol se tornou referência ao estruturar a primeira fábrica de chocolate do país dentro do modelo de economia solidária, agregando valor à cadeia do cacau e fortalecendo pequenos produtores.
Outro exemplo vem de Itabuna, onde a associação de catadores de materiais recicláveis reúne mais de 60 trabalhadores que alcançam renda média mensal em torno de R$ 2 mil. Além do impacto econômico, a iniciativa reforça a dimensão ambiental da política, ao estimular práticas sustentáveis.
No Extremo Sul, a implantação de um novo Cesol em Teixeira de Freitas marca um avanço na descentralização do atendimento. A unidade surge como resposta às distâncias territoriais e deve atender inicialmente 100 empreendimentos, com potencial de expansão para quase o dobro.
Outro dado que chama atenção é o perfil do público beneficiado: cerca de 70% são mulheres, muitas delas chefes de família, residentes em áreas periféricas ou rurais. Nesse contexto, a economia solidária ultrapassa o campo econômico e se conecta a pautas sociais, como o enfrentamento à violência de gênero e ao racismo estrutural.
Com resultados em expansão, o governo estadual sinaliza a continuidade da política como eixo estratégico de desenvolvimento regional. A aposta é consolidar, nos territórios do Sul e Extremo Sul da Bahia, um modelo baseado na cooperação, na inclusão produtiva e na valorização das identidades locais.

