Diferença de 1,8 ponto reacende debate sobre possibilidade de virada de Lula no segundo turno

O resultado do primeiro turno da eleição presidencial, com uma diferença de apenas 1,8 ponto percentual entre os dois candidatos mais votados, colocou no centro do debate uma questão que costuma chamar atenção nas disputas em segundo turno: é possível que o candidato que terminou em segundo consiga virar o resultado?

O tema foi abordado pelo jornalista e professor Felipe Pena, que analisou o histórico de eleições e destacou que, apesar de tradicionalmente o primeiro colocado no primeiro turno levar vantagem na etapa seguinte, o cenário de 2026 apresenta uma margem particularmente estreita.

Segundo Pena, nunca houve, nas eleições presidenciais citadas em sua análise, uma diferença tão pequena entre os dois primeiros colocados no primeiro turno. Ele compara o cenário atual com eleições anteriores, nas quais a vantagem do primeiro colocado era significativamente maior.

O jornalista também apresenta um levantamento realizado por um pesquisador pernambucano, ex-presidente da Intercom, que analisou 119 segundos turnos em eleições estaduais brasileiras entre 1989 e 2022. Desse total, 34 terminaram com vitória do candidato que havia ficado em segundo lugar no primeiro turno.

Em outro recorte, considerando apenas as disputas em que a diferença entre primeiro e segundo colocados era inferior a dois pontos percentuais, foram identificados 22 casos. Segundo os dados apresentados por Pena, em 11 deles houve virada no segundo turno, o equivalente à metade das disputas analisadas.

A partir desses números, Pena questiona se o histórico de viradas em disputas apertadas pode ajudar a compreender o cenário presidencial deste ano. A análise, no entanto, não representa uma previsão sobre o resultado da eleição, mas uma comparação histórica utilizada para discutir as possibilidades abertas pela pequena diferença registrada no primeiro turno.

Com a disputa novamente concentrada em dois candidatos, os votos obtidos pelos demais concorrentes no primeiro turno passam a ganhar importância no cálculo político das campanhas, assim como a capacidade de cada candidatura de ampliar sua votação até a segunda etapa.

Assuntos abordados no último mês

Procurando por um assunto específico?

Faça aqui sua pesquisa e encontre o artigo ou publicação que procura.