O padre Fábio de Melo está no centro de uma polêmica que ultrapassou as fronteiras do Brasil e foi formalmente levada ao Vaticano para avaliação. A denúncia foi protocolada junto à Congregação para a Doutrina da Fé, um importante setor da Santa Sé responsável por julgar a conduta dos membros do clero desde o século 16.
O caso gira em torno de um episódio ocorrido em uma cafeteria em Joinville (Santa Catarina), em meados de maio, quando o religioso postou uma queixa pública nas redes sociais sobre um funcionário do estabelecimento. Segundo a reportagem publicada pelo portal O Povo, tudo começou com uma diferença de preço no valor de um produto, que teria sido cobrado de forma divergente do anunciado. A publicação gerou repercussão imediata na internet e, posteriormente, resultou na demissão do funcionário.
O bispo que encaminhou a denúncia ao Vaticano entende que a atitude do padre teria se afastado dos valores cristãos, caracterizando um desvio de conduta que merece avaliação formal pelo setor vaticano. A congregação mencionada atua historicamente no exame de casos em que há suspeita de transgressão ao magistério ou à disciplina dos religiosos.
Além da denúncia, a matéria do O Povo aponta que o gerente demitido, identificado como Jair Aguiar, entrou com processo contra o padre Fábio de Melo, com apoio de sindicatos da categoria, por conta da repercussão que o caso teve no ambiente de trabalho.
O episódio reacende debates sobre a presença de figuras religiosas em discussões públicas nas redes sociais e sobre os limites entre posturas pessoais e representatividade institucional de membros do clero. A popularidade de Fábio de Melo, como comunicador, escritor e artista com milhões de seguidores nas plataformas digitais, faz com que situações como esta ganhem grande visibilidade.
Até o momento, não há um posicionamento oficial do Vaticano nem do próprio padre sobre a denúncia, e o processo segue em análise pelos canais competentes da Igreja Católica.


