A possível construção da nova sede do Ministério Público da Bahia (MPBA) na Avenida Soares Lopes gerou grande polêmica entre os moradores de Ilhéus. A proposta foi amplamente questionada quanto à sua moralidade e impacto urbanístico. Diante da repercussão e da mobilização de representantes da sociedade civil, o MPBA anunciou que desistiu da obra e que a placa indicativa da construção será removida.
A articulação do Coletivo Preserva Ilhéus, representado por José Nazal, doutor Honoris Causa e fotógrafo conceituado; Socorro Mendonça, presidente do Instituto Nossa Ilhéus; e Dra. Jurema Cintra, advogada voluntária do grupo, foi essencial para levar a demanda da população aos responsáveis pelo projeto. Durante um evento da Procuradoria Geral Itinerante, realizado na quarta-feira (2), em Itabuna, a comitiva apresentou os aspectos técnicos e jurídicos que tornariam inviável a construção na área.
O procurador-geral de Justiça Adjunto, Dr. Pedro Maia Souza Marques, recebeu os representantes e confirmou que, após ouvir os promotores de Ilhéus, o MPBA decidiu cancelar imediatamente a construção. Ele também esclareceu que não havia um projeto arquitetônico nem orçamentário aprovado, e que a placa foi colocada de forma simbólica após a doação do terreno pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). A decisão do MPBA é vista como uma conquista da população e dos coletivos que lutam pela preservação dos espaços públicos.


