O aumento do fluxo de banhistas nas praias de Ilhéus durante o verão volta a colocar em evidência a estrutura disponível para o salvamento aquático no município. Com cerca de 80 quilômetros de litoral, distribuídos entre áreas urbanas e trechos mais afastados, a cidade opera hoje com um número de guarda-vidas abaixo do considerado necessário para atender à demanda.
Segundo a Secretaria de Ordem Pública de Ilhéus, o quantitativo estimado para garantir maior proteção aos banhistas é de aproximadamente 150 guarda-vidas. Atualmente, o efetivo em atividade é de cerca de 60 profissionais, o que representa apenas 40% do número apontado como ideal para a cobertura das praias do município.
A diferença entre o efetivo disponível e a extensão do litoral tem sido motivo de preocupação entre os próprios guarda-vidas, que atuam diretamente no atendimento a ocorrências e na orientação preventiva aos banhistas. Em redes sociais, em uma publicação relacionada a um óbito por afogamento registrado no fim de semana, chamou atenção o comentário de um guarda-vidas, que alertou para a necessidade urgente de ampliação do quadro diante da demanda crescente nas praias da cidade.
Na avaliação do profissional, o número reduzido de guarda-vidas dificulta a cobertura adequada dos pontos mais movimentados e amplia os riscos em trechos onde há maior incidência de correntezas e variação de maré. O comentário destaca uma realidade enfrentada diariamente por quem atua na linha de frente do salvamento aquático, sobretudo durante períodos de maior movimento, como fins de semana, feriados e a alta estação.
A extensão territorial do litoral de Ilhéus evidencia o desafio da cobertura de salvamento aquático em toda a faixa de praia, especialmente nos trechos mais frequentados durante o verão, quando a presença de moradores e turistas se intensifica.

