Colo Colo de Ilhéus: tradição, títulos e um presente que cobra respostas

O Colo Colo de Futebol e Regatas não é apenas um clube. É um dos maiores símbolos esportivos de Ilhéus. Fundado em 3 de abril de 1948, o Tigre construiu uma trajetória que se mistura com a história da cidade e marcou gerações dentro e fora de campo.

O primeiro título veio em 1953, como campeão ilheense. Entre 1958 e 1961, o clube dominou o cenário local com o tetracampeonato municipal. Mas foi em 2006 que escreveu o capítulo mais importante de sua história ao conquistar o Campeonato Baiano de futebol profissional, quebrando uma hegemonia de mais de 30 anos da dupla Ba-Vi. Aquele título colocou Ilhéus no topo do futebol estadual e transformou o Tigre em orgulho do interior.

O clube ainda acumulou outros momentos relevantes, como o título da Segunda Divisão em 1999, o retorno à elite em 2014, a boa campanha em 2015 com vaga na Série D e, mais recentemente, a conquista da Série B do Baiano em 2024, que garantiu presença na Série A de 2025. O novo acesso, porém, durou pouco. No Campeonato Baiano de 2025, o Colo Colo terminou na última colocação, com apenas três pontos, e voltou a ser rebaixado.

Desde então, o silêncio e a falta de protagonismo têm alimentado questionamentos. Atualmente presidido por Hermano Fahning, o clube enfrenta desgaste interno, marcado por atritos públicos com o vice-presidente João Maron. Parte do conselho se afastou e a torcida demonstra desconfiança quanto aos rumos da instituição.

O problema vai além da política interna. O Colo Colo enfrenta dificuldades para recuperar credibilidade no mercado local. Empresários demonstram receio em firmar parcerias, citando acordos não cumpridos em anos anteriores. Jogadores e profissionais do futebol também lembram históricos de pagamentos não honrados. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar o esvaziamento recente, ainda que não se possa estabelecer relação direta e exclusiva com a atual gestão.

Enquanto isso, Ilhéus segue representada na elite estadual pelo Barcelona. O clube ocupa o espaço competitivo na Série A, mas ainda não construiu o mesmo vínculo emocional que o Colo Colo consolidou ao longo de quase oito décadas.

A cidade que já celebrou um título estadual histórico agora acompanha o Tigre distante dos gramados e do protagonismo. A pergunta que permanece é simples e ecoa nas arquibancadas vazias: o que está acontecendo com o Colo Colo?

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