Campanha “Não me pegue, não me toque” reforça combate ao assédio no Carnaval 2026 em Salvador

Foto: Thaila Mariana/Ascom PC-BA

Durante o Carnaval de 2026, em meio à música alta e aos trios elétricos que arrastam multidões pelas ruas de Salvador, uma mensagem ecoa com firmeza entre os foliões: respeito é regra, não é opção. A campanha “Não me pegue, não me toque” volta aos circuitos oficiais da festa com o objetivo de enfrentar o assédio e reforçar que alegria e violência não combinam.

A iniciativa integra o conjunto de ações do Governo da Bahia para ampliar a segurança durante a maior festa popular do estado. Mais do que slogans espalhados em painéis e materiais informativos, a campanha busca provocar reflexão sobre comportamentos ainda naturalizados no período carnavalesco, como beijo forçado, toques sem consentimento, insistência após negativa e comentários de cunho sexual. Condutas que, além de constrangedoras, podem configurar crime.

A proposta é clara: lembrar que consentimento é indispensável, inclusive em ambientes de festa. O alerta vale para todos, mas tem foco especial na proteção de mulheres e de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, que historicamente figuram entre as principais vítimas desse tipo de violência.

Nos circuitos, a estrutura de atendimento foi reforçada. Postos policiais identificados estão preparados para acolher denúncias e oferecer resposta imediata. Equipes de segurança também foram orientadas para agir diante de situações de assédio, garantindo encaminhamento adequado e preservação da identidade das vítimas.

A orientação é direta: em caso de qualquer tipo de importunação, a vítima deve procurar imediatamente um posto policial ou acionar a equipe de segurança mais próxima. Também é possível registrar denúncia por meio do Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher.

Ao mesmo tempo em que orienta possíveis vítimas, a campanha deixa explícito que há consequências legais para práticas abusivas. A mensagem não é apenas educativa, mas também preventiva. O recado é simples e necessário: Carnaval é espaço de liberdade, mas liberdade não significa ultrapassar limites.

Entre confetes e serpentinas, o que se espera é que a festa continue sendo sinônimo de celebração, sem que ninguém precise abrir mão da própria segurança para participar dela.

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