O feriado prolongado em Ilhéus foi marcado por duas ocorrências graves de afogamento, ambas envolvendo jovens de 24 anos, reacendendo o alerta sobre os riscos de mergulhar no mar sem as devidas precauções.
O primeiro caso aconteceu na sexta-feira (18), na zona sul da cidade. Geovane Nascimento foi resgatado por salva-vidas após se afogar, mas não resistiu às complicações e faleceu no Hospital Costa do Cacau, no sábado, (19). Já no domingo (20), um novo caso abalou a região, desta vez na Praia do Norte. Elian Santana do Prado, natural de Vitória da Conquista, desapareceu após entrar no mar e não retornou. As buscas seguem sendo realizadas e até o momento, mais de 48 horas após o ocorrido, ele continua desaparecido.
Diante dos recentes episódios, o salva-vidas Matheus Moraes reforça a importância de observar o comportamento do mar antes de entrar na água. “A orientação que sempre damos é: onde tem pedra, nunca tomar banho. As pessoas têm o costume de achar que estarão protegidas das ondas ao lado das pedras, mas é o contrário. A correnteza vem pelo meio da praia e retorna pelas laterais, ou seja, pelas pedras. Esses são os locais mais perigosos” — alerta Matheus.
O salva-vidas também chama atenção para uma percepção comum e equivocada sobre o mar. “As pessoas acham que onde o mar está calmo é mais seguro, mas é justamente no lugar onde está aparentemente tranquilo é que pode esconder buracos e fortes correntes.”
Ele orienta que banhistas evitem entrar no mar sozinhos, respeitem as sinalizações de perigo e fiquem atentos às condições climáticas e do mar. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas pode comprometer o reflexo e aumentar os riscos de afogamento.
Os casos trágicos deste feriado reforçam um apelo importante: o mar exige respeito e atenção. Escolher bem onde entrar, observar as condições e seguir orientações dos salva-vidas pode ser a diferença entre um momento de lazer e uma perda irreparável.


