Acordo entre Mercosul e União Europeia reacende debate sobre o futuro do cacau produzido em Ilhéus

A aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a provocar reflexos em diferentes cadeias produtivas brasileiras, entre elas a do cacau, atividade histórica e estratégica para Ilhéus e o sul da Bahia.

Com a possibilidade de redução gradual de tarifas para produtos derivados, como chocolates, o cenário tende a ampliar a circulação de marcas estrangeiras no mercado brasileiro, especialmente no segmento premium. Ao mesmo tempo, o acordo coloca em evidência o desafio de fortalecer a produção nacional de cacau com valor agregado.

Para o empresário Marco Lessa, conhecido como o “Embaixador do Cacau”, o Brasil não saiu na frente com a assinatura do tratado, mas ainda pode transformar o acordo em oportunidade. O país precisa investir em qualidade, inovação e posicionamento internacional para competir em um mercado mais aberto.

Em uma região como Ilhéus, onde o cacau faz parte da identidade econômica e cultural, o novo cenário mostra a importância de políticas públicas, apoio aos produtores e estímulo à indústria de chocolates finos, capazes de manter a relevância local diante da abertura comercial.

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