Chocolat Bahia encerra edição histórica e reforça Ilhéus como vitrine do cacau e do chocolate

A 17ª edição do Chocolat Bahia consolidou mais uma vez Ilhéus como o principal palco da cadeia produtiva do cacau e do chocolate na América Latina. Ao longo de quatro dias de programação no Centro de Convenções, o festival reuniu produtores, empresários, chefs, especialistas e milhares de visitantes, ampliando oportunidades de negócios, promovendo conhecimento e fortalecendo o turismo e a economia regional.

Com mais de oito mil metros quadrados de feira, o evento reuniu mais de 180 expositores da Bahia, Pará e de outros estados, além de mais de 200 marcas de chocolates produzidos nos modelos bean to bar (do grão à barra) e tree to bar (da árvore à barra). O público teve acesso a uma ampla variedade de produtos derivados do cacau, como chocolates de origem, mel, manteiga de cacau, nibs e bebidas, evidenciando a diversidade e a qualidade da produção brasileira.

Foto: Nadson Carvalho

Os resultados reforçam a dimensão do festival. Segundo a organização, a edição de 2026 superou a expectativa inicial de público de 90 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 25 milhões em negócios realizados e prospectados durante o evento, fortalecendo pequenos produtores, empreendedores e empresas ligadas ao setor.

Criador do Chocolat Festival, Marco Lessa destacou o impacto que o evento gera para a economia local e para a projeção de Ilhéus. Segundo ele, o festival impulsiona toda a cadeia produtiva do cacau, contribui para uma ocupação hoteleira próxima de 100% durante o período e amplia a visibilidade dos expositores, fortalecendo a imagem da cidade como Capital do Cacau.

Além da feira de negócios, a programação reuniu atividades voltadas à gastronomia, cultura, capacitação e responsabilidade social. A Cozinha Show promoveu mais de 20 horas de apresentações com chefs e chocolatiers renomados, enquanto a Cozinha Kids aproximou o público infantil da gastronomia. O Cacau Summit e o ChocoDay reuniram especialistas, empresários, estudantes e autoridades em debates sobre inovação, sustentabilidade e os desafios do setor.

Foto: Nadson Carvalho

A programação cultural também marcou presença durante todos os dias, com apresentações musicais, teatro, lançamentos de livros e atrações espalhadas pelos espaços do evento, reforçando a proposta de integrar cultura e economia criativa.

Um dos destaques foi a escultura de Carmen Miranda produzida inteiramente em chocolate pelo chef Léo Vilela. A obra, com mais de dois metros de altura e cerca de 120 quilos de chocolate, foi confeccionada ao vivo durante o festival e posteriormente destinada a uma instituição filantrópica de Ilhéus.

O caráter solidário também esteve presente. Em parceria com o Lions Clube Ilhéus Pontal, o festival arrecadou mais de três toneladas de alimentos não perecíveis, distribuídas entre instituições que atendem crianças, idosos, pessoas com deficiência e pacientes em tratamento contra o câncer no município.

O festival ainda premiou os destaques do Concurso do Melhor Chocolate Artesanal do Chocolat Bahia 2026, promovido pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC). A Mission Chocolat conquistou o primeiro lugar nas categorias Chocolate Intenso 70% e Chocolate ao Leite, recebendo premiação em dinheiro e um estande no Salon du Chocolat Brasil. Também foram reconhecidas as marcas Ju Arléo Chocolates, Tombador Cacau, Corumbau Cacau e Cacau dos Anjos.

Foto: Nadson Carvalho

Criado em Ilhéus em 2009, o Chocolat Festival já soma 49 edições realizadas no Brasil e no exterior. A trajetória do evento reforça o protagonismo da cidade no cenário da cacauicultura e evidencia o potencial do Sul da Bahia como referência na produção de chocolates de origem, inovação e turismo gastronômico.

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