Chocolat Bahia retorna a Ilhéus com marca histórica de 17 edições e novidades na programação

Ilhéus volta a ser o centro das atenções da cadeia produtiva do cacau e do chocolate entre os dias 23 e 26 de julho, com a realização da 17ª edição do Chocolat Bahia. Consolidado como o maior festival do segmento na América Latina, o evento retorna à cidade onde nasceu, em 2009, reunindo produtores, especialistas, chefs, empresários e consumidores em uma programação gratuita no Centro de Convenções.

A edição de 2026 chega com novidades e números que reforçam sua importância para o setor. Serão cerca de 180 expositores de diversas regiões da Bahia e mais de 80 marcas nacionais e internacionais na Feira do Chocolate. Além dos chocolates finos e premiados, o público poderá conhecer e degustar produtos derivados do cacau, como polpa, mel, manteiga, geleias, nibs e cacau em pó.

A gastronomia será um dos pontos altos do festival. A tradicional Cozinha Show contará com chefs e chocolatiers renomados, entre eles Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Déia Lopes e Franklin Maia, que apresentarão receitas inspiradas na culinária da Costa do Cacau, utilizando o chocolate em preparações doces e salgadas. Já a Cozinha Kids oferecerá oficinas para crianças, enquanto o Atelier do Chocolate ganha um novo formato e terá como atração principal a criação, ao vivo, de uma escultura em homenagem à cantora Carmen Miranda, produzida com mais de 120 quilos de chocolate pelo chef Léo Vilela.

A programação técnica também terá espaço de destaque. O Cacau Summit reunirá pesquisadores, produtores e especialistas para discutir inovação, sustentabilidade e os desafios do futuro da cadeia produtiva. Já o ChocoDay abordará o crescimento do chocolate brasileiro no mercado internacional, além de promover rodadas de negócios, encontros entre empresas e oportunidades de networking voltadas ao setor.

A expectativa da organização é que esta seja a maior edição já realizada em Ilhéus. A projeção é receber mais de 90 mil visitantes e movimentar mais de R$ 25 milhões em negócios, impulsionando o turismo, a hotelaria, o comércio e fortalecendo toda a cadeia produtiva do cacau e do chocolate.

Criador do festival, Marco Lessa destaca que o Chocolat Bahia acompanhou a transformação da cadeia produtiva do cacau no Brasil desde sua primeira edição. “O Chocolat Festival começou em 2009, em Ilhéus, e hoje são quase 50 edições espalhadas pelo Brasil. Ao longo desses anos, o cacau deixou de ser coadjuvante para se tornar protagonista. Hoje, o consumidor reconhece a importância do chocolate com alto teor de cacau, enquanto milhares de pequenos produtores passaram a mostrar ao mundo a qualidade do cacau brasileiro”, afirmou.

Lessa também relembrou a evolução do evento ao longo de sua trajetória. “Na primeira edição, o Chocolat Bahia tinha apenas 13 estandes, sendo sete doados e seis vazios. Dezessete anos depois, ultrapassamos a marca de 1,5 milhão de visitantes, mais de 400 marcas participantes e realizamos quase 50 edições entre o Brasil e a Europa”, destacou.

A história do Chocolat Bahia se confunde com a própria transformação de Ilhéus. Berço da cacauicultura brasileira, a cidade superou a crise provocada pela vassoura-de-bruxa e passou a investir na produção de chocolates de origem, agregando valor ao cacau e consolidando-se como destino de turismo de experiência. Hoje, iniciativas como a Estrada do Chocolate e o cultivo em sistema cabruca reforçam esse novo momento.

O retorno do festival acontece em um cenário ainda mais simbólico. Em 2025, Ilhéus conquistou, por lei federal, o título de Capital Nacional da Rota do Cacau e do Chocolate, reconhecimento que reforça sua importância histórica e econômica para o setor e consolida o município como uma das principais vitrines da produção de chocolates finos do país.

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