Michelle expõe atrito com Flávio Bolsonaro em vídeo postado e revela: “Fui humilhada e maltratada”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou ao centro do debate político após publicar um vídeo nas redes sociais relatando um episódio de desgaste com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Michelle, ela foi tratada de forma ríspida durante uma ligação telefônica e acabou se afastando das discussões internas do partido.

O relato acontece em meio às divergências dentro do PL sobre alianças políticas no Ceará e também em um momento de especulações sobre um possível desgaste entre Michelle e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a ex-primeira-dama, o episódio ocorreu em novembro de 2025, após ela se posicionar contra uma possível aproximação do PL cearense com o grupo político de Ciro Gomes no estado. Michelle defende o apoio à pré-candidatura de Eduardo Girão e afirmou que decidiu se manifestar por entender que havia uma questão de alinhamento político.

No vídeo, Michelle relatou que a conversa com Flávio a deixou abalada.

“Sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone”, declarou.

Ela contou ainda que ouviu do senador que deveria ficar fora das decisões partidárias e que não teria experiência suficiente em política. Após o episódio, disse ter optado por se afastar.

“Entendi que ele não queria o meu apoio ou que ele era insignificante naquele momento. Então me recolhi”, afirmou.

Michelle também negou informações divulgadas recentemente de que estaria exigindo pedidos públicos de desculpas de filhos do ex-presidente. Segundo ela, notícias sobre esse suposto movimento não correspondem à realidade.

A tensão teria aumentado após críticas feitas por Michelle à articulação envolvendo o grupo político de Ciro Gomes no Ceará. Na ocasião, integrantes do entorno bolsonarista reagiram publicamente às declarações.

Apesar das divergências, Michelle afirmou que não defende o rompimento total das conversas políticas no estado, mas considera que uma eventual aproximação deveria ocorrer apenas em um segundo turno.

A ex-primeira-dama também questionou decisões internas relacionadas à composição eleitoral no Ceará e afirmou que mudanças em acordos anteriormente discutidos seriam interpretadas por ela como quebra de compromisso político.

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