Por Anna Karenina MTB-BA 4085
O senador Angelo Coronel cumpriu agenda em Ilhéus nesta quarta-feira (13), marcada pelo recebimento do Título de Cidadão Ilheense, anúncios de investimentos para o município, defesa da cadeia produtiva do cacau e declarações sobre o atual cenário político nacional.
A sessão solene foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores e reuniu representantes dos poderes Executivo e Legislativo, além de autoridades políticas e membros da comunidade ilheense. A homenagem foi conduzida pelo presidente da Casa, César Porto, ao lado da vice-presidente, Rúbia Carvalho, com presença do prefeito Valderico Júnior, da vice-prefeita Wanessa Gedeon e do deputado estadual Pedro Tavares.
Investimentos para o São João e saúde pública de Ilhéus
Durante o evento, Ângelo Coronel anunciou a destinação de R$ 1 milhão em emenda para os festejos juninos do município e afirmou que também irá contribuir com recursos para o custeio da saúde pública.
“Ilhéus precisa realmente. O prefeito Valderico recebeu a prefeitura com problemas no CAUC e inadimplências, então não era possível alocar emendas. Agora a prefeitura está saneada e vamos colocar mais emendas para Ilhéus”, declarou.
Título de cidadão ilheense reforça aproximação com o município
Ao comentar o recebimento do título, o senador destacou os vínculos afetivos construídos com a cidade ao longo dos anos.
“Esse título representa muito pra mim. É como se eu tivesse nascido aqui. Tenho família em Ilhéus, grandes amigos e me sinto em casa”, afirmou.
Em seu pronunciamento, o prefeito Valderico Júnior demonstrou respeito, consideração e reconhecimento à trajetória política de Ângelo Coronel, destacando a importância da aproximação institucional com o senador para o fortalecimento do município. O gestor ressaltou que, mesmo com uma trajetória consolidada e ampla experiência na vida pública, o senador Ângelo Coronel demonstra manter uma postura de constante aprimoramento e evolução, característica destacada por Valderico Júnior como uma das marcas do parlamentar. A fala reforçou o tom de respeito, cordialidade e aproximação política construído durante a solenidade.
Lei dos 35% fortalece cadeia produtiva do cacau
Conhecido no cenário político baiano como “senador do cacau”, Coronel também comentou os impactos da lei que estabelece percentual mínimo de 35% de cacau na composição dos chocolates produzidos no país. Segundo ele, a medida fortalece a cacauicultura e pode ampliar a valorização do produtor rural.
“O cacauicultor precisa ter preço na hora da venda. Com o aumento da exigência de cacau no chocolate, aumenta a demanda, fortalece o mercado e ganha o agricultor e ganha a sociedade”, disse.
Durante a solenidade, vereadores destacaram a atuação do senador em defesa da região cacaueira e dos municípios baianos. Para Rúbia Carvalho, o parlamentar tem se consolidado como uma voz importante para o fortalecimento do setor produtivo do cacau. Já César Porto afirmou que Ilhéus “ganha um defensor no Senado” após a homenagem concedida ao senador baiano.

O parlamentar ainda revelou defender a votação da proposta de anistia das dívidas dos cacauicultores, pauta aguardada pelo setor produtivo regional.
Em tom descontraído, Ângelo Coronel também comentou cobranças sobre sua atuação em favor do município antes de receber a homenagem.
“Alguns dizem: ‘Mas senador, o senhor não fez nada por Ilhéus’. Não fiz por Ilhéus, mas agora, como cidadão ilheense, eu vou fazer”, declarou, arrancando aplausos e reações do plenário.
Coronel defende liberdade política entre presidenciáveis do grupo
Durante entrevista, Ângelo Coronel também comentou a convivência dentro do grupo político do qual passou a fazer parte recentemente, diante da presença de diferentes nomes colocados nacionalmente como possíveis presidenciáveis, entre eles Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
Ao comentar sobre como o grupo administra a unidade política em meio à pluralidade de presidenciáveis, o parlamentar afirmou que a aliança permite liberdade de posicionamento entre seus integrantes.
“Cada um tem liberdade para escolher. Não é um grupo fechado em que você é obrigado a votar em A ou B. Cada um tem seu discernimento sobre quem quer para governar o Brasil”, afirmou.






