A negociação da campanha salarial 2026 dos trabalhadores da educação municipal segue sem definição após mais uma rodada de diálogo entre o sindicato e o Executivo. Em reunião realizada nesta terça-feira (29), a APPI/APLB apresentou uma contraproposta construída a partir das deliberações da categoria, depois que os profissionais rejeitaram, pela segunda vez e de forma unânime, as propostas anteriores da gestão.
Durante o encontro, o governo municipal trouxe novos encaminhamentos para pontos centrais da pauta, mas manteve posições que continuam gerando divergências. Um dos principais impasses envolve a carreira dos trabalhadores não docentes. O Executivo afirma garantir o pagamento do início da carreira, mas não assegura o cumprimento integral da tabela salarial, propondo percentuais reduzidos para servidores em níveis mais avançados. Para o sindicato, a medida compromete direitos já consolidados ao longo da progressão funcional.
Outro ponto de discordância está no pagamento retroativo do reajuste dos docentes. A gestão alegou limitações financeiras para quitar os valores referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março, propondo a aplicação do índice apenas a partir de abril, tanto para efetivos quanto contratados.
Já o debate sobre o ticket alimentação foi encaminhado para uma mesa unificada de negociação, que deve reunir, além da APPI/APLB, outros sindicatos do funcionalismo municipal, como SINDICACS, SINATRAM e SINDGUARDA.
Diante do cenário, a contraproposta apresentada pelo sindicato e os encaminhamentos do governo serão levados novamente à categoria. Uma assembleia está marcada para esta quinta-feira (30), quando os trabalhadores da educação devem deliberar sobre os rumos da campanha salarial e os próximos passos da mobilização.





