Foto: Ascom / HJMS
O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças tem acendido um sinal de alerta em Ilhéus. Diante do cenário, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio intensificou o monitoramento e a assistência pediátrica, em articulação com o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen).
A elevação dos atendimentos acompanha a sazonalidade dos vírus respiratórios, comum neste período do ano, agravada pelo aumento da umidade na região. A unidade registra crescimento significativo na procura por atendimento de crianças com sintomas gripais e quadros de bronquiolite, frequentemente associados à circulação de vírus como Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Dados da emergência pediátrica mostram que, em março, dos 1.673 atendimentos realizados, 638 foram por causas respiratórias. Em abril, até meados do mês, já são 1.280 atendimentos, sendo 543 relacionados a esses quadros — um salto proporcional de 38% para 42%. As internações também seguem a tendência: dos 45 registros na enfermaria pediátrica neste mês, 19 têm origem respiratória.
O impacto também é observado nos casos mais graves. Em fevereiro, foram contabilizadas apenas três internações por SRAG. O número saltou para 17 em março e já alcança 15 ocorrências até o dia 22 de abril, pressionando especialmente os leitos de UTI pediátrica.
Segundo a coordenação de controle de infecção hospitalar e vigilância epidemiológica da unidade, pacientes internados com síndrome gripal e sinais de agravamento passam a ser monitorados com maior rigor. Como parte da estratégia adotada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), todos os casos internados em leitos pediátricos e de UTI realizam coleta nasal para identificação do agente viral, com análise feita pelo Lacen, em Salvador. O resultado costuma sair em até três dias, com taxa média de confirmação de 70%.
Diante do avanço dos casos, especialistas reforçam a importância da prevenção. A vacinação contra a gripe segue como principal ferramenta para reduzir complicações e internações. Medidas simples também fazem diferença no dia a dia, como higienizar as mãos com frequência, utilizar lenços ao tossir ou espirrar e manter os ambientes ventilados.
A orientação é evitar aglomerações em locais fechados e manter hábitos saudáveis, como boa hidratação e alimentação equilibrada — fatores que contribuem para fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de infecção neste período de maior circulação viral.





