Ilhéus voltou a colocar o cacau no centro da sua estratégia de desenvolvimento, desta vez em solo europeu. Entre os dias 16 e 22 de fevereiro, o município participa da Amsterdam Cocoa Week, realizada no Beurs van Berlage, em Amsterdã, nos Países Baixos. A agenda integra a programação promovida pela World Cocoa Foundation, dentro da iniciativa Cocoa Action.
O encontro reúne investidores europeus, empresas e lideranças da cadeia produtiva do cacau e do chocolate. No meio desse cenário estratégico, Ilhéus tenta transformar tradição em oportunidade concreta. A proposta é clara: abrir mercados, atrair investimentos e consolidar parcerias que fortaleçam tanto o setor produtivo quanto o turismo ligado à origem do fruto.
A comitiva municipal apresentou projetos considerados estruturantes para a cidade. Entre eles, a requalificação da Estrada do Chocolate, a valorização de fazendas históricas e o fortalecimento do turismo de base agroflorestal, conectando produção, história e experiência turística. A ideia é vender mais que amêndoas: vender território, cultura e identidade.
Também entraram na pauta propostas de maior porte, como a implantação de um Museu Internacional do Cacau e do Chocolate, a construção de um novo Centro de Convenções e a criação de um Terminal Portuário de passageiros. Projetos que, se saírem do papel, reposicionam Ilhéus como destino de eventos e como porta de entrada para visitantes interessados na rota do cacau.
A participação na Amsterdam Cocoa Week faz parte do calendário institucional da Secretaria de Turismo para 2026, que prevê presença em outros eventos internacionais ligados ao setor, como a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, em Portugal. A estratégia é ampliar a vitrine internacional da cidade e fortalecer o diálogo com investidores e parceiros estratégicos.
Em um momento em que o cacau volta a ocupar espaço no debate econômico regional, Ilhéus aposta na diplomacia comercial e na construção de pontes. O desafio agora é transformar as conexões feitas na Europa em resultados concretos para quem vive da terra, do turismo e da história que o cacau ajudou a escrever.


