O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, abordou o cenário da segurança pública no estado em entrevista exclusiva às Páginas Amarelas da revista Veja, na qual apresentou um balanço de sua gestão e defendeu uma política de segurança baseada em método, inteligência e atuação firme do Estado, sem associar o tema a disputas ideológicas.
“Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, afirmou o governador, ao sustentar que a atuação policial precisa ser intensa, técnica e orientada pela investigação, com respeito ao devido processo legal.
Dados recentes divulgados pelo Governo do Estado indicam que a Bahia encerrou 2025 com redução de 13% nas mortes violentas em relação ao ano anterior, além de queda de 8% na letalidade policial, conforme informações confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Diante dos indicadores que colocam a Bahia entre os estados com maiores índices de letalidade policial do país em 2025, Jerônimo afirmou à Veja repudiar a ideia de um “Estado matador”. Segundo ele, a resposta passa por investimentos em qualificação profissional, ampliação do uso de câmeras corporais, fortalecimento das corregedorias e das ações de inteligência.
“Eu não gosto de usar dinheiro para comprar armas em vez de fazer mais teatros, escolas e creches. Mas o crime organizado tem armamentos potentes. O Estado também precisa ter para enfrentá-lo”, declarou.
O recorte de Ilhéus
Na edição especial de dezembro, a Folha da Praia publicou um caderno exclusivo sobre segurança pública em Ilhéus, reunindo dados, entrevistas e uma análise objetiva sobre como o debate estadual se reflete no território local. Informações repassadas com exclusividade pela Polícia Civil apontam redução em indicadores específicos de crimes violentos no município, além de avanços em ações de prevenção, integração institucional e fortalecimento da rede de proteção social.
O material também destacou a importância da atuação articulada entre forças de segurança, políticas públicas sociais e o papel do município na mediação de demandas junto ao Estado, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Segurança, investimento e política pública
Na entrevista à Veja, Jerônimo reforçou que o enfrentamento à violência passa por investimentos estruturantes. Citou a ampliação de escolas de tempo integral, a presença de serviços de saúde e assistência social em comunidades mais expostas à violência e a necessidade de cooperação federativa, especialmente no controle de fronteiras e no combate ao tráfico de armas e drogas.
A entrevista, os dados oficiais recentes e o recorte local apresentado pela Folha da Praia reforçam que a segurança pública segue como um dos temas centrais da agenda baiana. Para além das narrativas polarizadas, o desafio social permanece em cuidar da segurança, promover investimentos consistentes e consolidar políticas públicas capazes de gerar resultados duradouros a serviço da população tanto no estado, quanto nos municípios.


