Desde maio de 2023, a tarifa do transporte coletivo em Ilhéus custa R$ 4,80 para pagamento em dinheiro e R$ 4,50 para quem utiliza o cartão eletrônico. Na prática, porém, usuários denunciam um problema recorrente: a falta de troco nos ônibus.
Com a extinção do cobrador e a função acumulada pelo motorista, o chamado “motocobra”, passageiros relatam que é comum ouvir deste profissional que não há troco. O que deveria ser uma exceção virou rotina. E quem paga a conta é o trabalhador.
Nesta segunda, 15, uma usuária que saiu do Salobrinho para o centro afirmou não ter recebido R$0,40 de troco ao pagar duas passagens. O valor pode parecer pequeno, mas o impacto é significativo quando se repete diariamente.
Ao fazer uma simulação, é possível perceber que um trabalhador que utiliza ônibus todos os dias, perde ao menos R$ 0,40 por dia e deixa de receber cerca de R$ 8,80 por mês, em 22 dias úteis. Para quem depende de mais de um ônibus por dia, esse prejuízo é ainda maior.
Na prática, são pequenos valores retirados de cada passageiro que, somados, representam um ganho significativo para as empresas de ônibus, às custas do bolso do trabalhador. Não se trata de centavos isolados, mas de um custo silencioso imposto à população.


