Agosto Dourado reforça a importância da amamentação para o desenvolvimento infantil

O mês de agosto é marcado por uma campanha essencial para a saúde dos bebês: o Agosto Dourado, dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite materno, alimento considerado completo e fundamental para o desenvolvimento físico e emocional da criança.

A amamentação exclusiva até os seis meses de vida e complementada até, pelo menos, os dois anos de idade é recomendada por organizações como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de fornecer todos os nutrientes que o bebê precisa nos primeiros meses, o leite materno fortalece o sistema imunológico, cria vínculos afetivos e reduz o risco de doenças tanto para a criança quanto para a mãe.

Em Ilhéus, Alana Gomes vivencia esse processo de forma intensa com o pequeno Cadu, que completa seis meses no próximo sábado, 9 de agosto. Ela conta que se preparou ainda durante a gravidez para esse momento tão especial.

“Graças a Deus, nunca tive problemas com a amamentação. Estudei muito enquanto estava grávida, fiz uma consultoria de amamentação pré-natal e outra no primeiro dia de Cadu em casa. Então, desde o hospital já consegui amamentar bem”, relata.

Alana descreve a amamentação como uma experiência gratificante e desafiadora. “Não é só alimentar… é acolher, aconchegar, dar segurança. Mas também é uma das coisas mais cansativas, que exige muito do corpo, principalmente no pós-parto imediato, e da mente. Enfim, costas doendo, mas coração tranquilo.”

Além de alimentar o próprio filho, Alana também doa leite materno, colaborando com bancos de leite que atendem bebês internados em UTIs neonatais. Um gesto que ela descreve como um compromisso coletivo de cuidado e empatia:

“Saber que meu leite pode ajudar a salvar e fortalecer outros bebês é emocionante demais. Me sinto parte de algo muito maior, um verdadeiro ato de amor em rede. Minha mãe não teve leite quando nasci, então me sinto retribuindo o que fizeram por mim lá atrás.”

Sobre os próximos passos, ela afirma que pretende seguir as recomendações da SBP e manter a amamentação até, pelo menos, os dois anos de idade.

A história de Alana representa tantas outras que reforçam o papel vital da amamentação na infância e o poder dos gestos de apoio entre mulheres. Durante o Agosto Dourado, instituições de saúde em todo o país promovem ações educativas para conscientizar a população sobre o tema, incentivar a criação de redes de apoio e combater a desinformação.

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