A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, reacende um alerta importante sobre o câncer colorretal — uma das doenças que mais mata no Brasil, muitas vezes silenciosamente. Durante sua batalha contra o câncer no intestino, a artista fez questão de dividir com o público os sintomas que sentiu e os exames que são fundamentais para a detecção precoce.
Mais do que um relato pessoal, o caso de Preta reforça a urgência de prestar atenção aos sinais do próprio corpo e de encarar a prevenção como prioridade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o segundo mais frequente entre mulheres e o terceiro entre homens no país.
Em uma de suas últimas entrevistas, a cantora revelou que demorou a buscar ajuda médica, mesmo já convivendo com sintomas evidentes. “Eu fiquei cerca de seis meses com uma prisão de ventre absurda, chegava a passar 10 dias sem ir ao banheiro. Quando conseguia, as fezes saíam com sangue, muco e em um formato achatado. Achei que era normal”, contou ela em 2023, ao programa Mais Você.
Preta também relatou outros sinais que surgiram e a confundiram: picos de pressão alta e dores de cabeça intensas. “Na minha primeira internação, o diagnóstico foi de cefaleia. Me mandaram procurar um neurologista”, disse. O tumor só foi descoberto mais tarde, quando o quadro se agravou.
Segundo especialistas, esse tipo de câncer pode evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais. “Muitas vezes o paciente não sente nada. Por isso, exames regulares são essenciais”, afirma o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Marcel Autran Machado.
Apesar disso, alguns sintomas devem acender o sinal de alerta:
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Sangue nas fezes
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Alterações no funcionamento intestinal, como prisão de ventre ou diarreia persistente
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Dores abdominais frequentes
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Perda de peso sem explicação
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Sensação de evacuação incompleta
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Fezes finas, em formato de fita
Um dado preocupante é o crescimento de casos entre adultos mais jovens. Por isso, a recomendação atual dos especialistas é que o rastreamento com colonoscopia comece a partir dos 45 anos, mesmo na ausência de sintomas. O exame permite visualizar e detectar alterações no intestino grosso e no reto, podendo identificar lesões ainda em estágio inicial.
A história de Preta Gil é um triste lembrete, mas também uma oportunidade para conscientização. Falar sobre prevenção e reconhecer os sinais do corpo pode ser um ato de cuidado e de amor à vida.


