A obra da primeira etapa da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que liga Caetité a Ilhéus na Bahia, foi suspensa com 75% dos trabalhos concluídos. Segundo a BAMIN, responsável pela construção, o contrato com a Prumo Engenharia foi desmobilizado em 31 de março, após um investimento de R$784 milhões, resultando na demissão em massa dos funcionários envolvidos na obra.
Anunciada em julho de 2023 como a primeira ação do Novo PAC, o trecho de 537 km passaria por 19 municípios baianos, incluindo Ilhéus, com conclusão prevista inicialmente para 2027 e depois acelerada para 2026, em meio a pressões eleitorais. Mesmo com a suspensão, a BAMIN afirmou que os serviços de manutenção continuarão e que todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro serão cumpridas. Enquanto isso, o Grupo ERG segue em busca de investidores para retomar a implantação da ação.
O projeto completo da Fiol, dividido em três trechos que totalizarão 1.527 km, pretende conectar o futuro Porto de Ilhéus à cidade de Figueirópolis, integrando-se à Ferrovia Norte-Sul. Quando finalizada, a ferrovia deve facilitar o escoamento de minério e grãos, reduzir custos de transporte e impulsionar a produção agroindustrial regional, além de diminuir em até 86% as emissões de gases do efeito estufa.
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA) convocou uma assembleia para esta quarta-feira (2) para discutir os impactos da suspensão da obra. Segundo o sindicato, a demobilização e a demissão em massa dos funcionários afetam os trabalhadores e a retomada dos investimentos no projeto, gerando incertezas sobre o futuro da integração regional prevista.
Foto: Bamin Fiol


