Por Redação
Após um hiato de sete meses longe das redes sociais, o criador de conteúdo Felipe Bressanim, amplamente conhecido como Felca, voltou ao centro do debate público no início desta semana. O influenciador publicou um card enigmático com fundo preto acompanhado da frase “Eu me escondi por tempo demais”, o que bastou para acionar o ecossistema de especulações no ambiente digital.
Em um momento de intensa polarização política e expectativa eleitoral, a publicação gerou rápida mobilização. Setores da militância e influenciadores alinhados à esquerda interpretaram o gesto como o preâmbulo de um forte posicionamento ideológico ou declaração de apoio político. Contudo, o vídeo de mais de uma hora divulgado no YouTube seguiu por um caminho estritamente pessoal e distante dos palanques.
Relato sobre bullying, fobia social e superação
Em vez de abordar a conjuntura eleitoral, Felca apresentou um depoimento vulnerável e autobiográfico. O influenciador revelou seu diagnóstico médico de Transtorno de Ansiedade Social (TAS) — a fobia social — e associou o quadro a episódios severos de bullying e agressões físicas sofridos durante a infância e adolescência no ambiente escolar.
“Tenho fobia social, esse é meu laudo. É o vídeo mais sincero e mais difícil que já fiz. Quando tinha 12 anos, comecei a sofrer bullying”, declarou no registro.
O criador de conteúdo relatou como o medo e a ansiedade paralisante limitaram sua vida adulta e profissional, levando-o ao isolamento. Ao final do vídeo, Bressanim anunciou a decisão de quebrar o ciclo e propôs um desafio de 90 dias voltado ao enfrentamento e superação do transtorno.
“Eu quero viver a vida que chamam de vida. E, a partir de agora, eu não só quero, eu vou”, afirmou.
Frustração na rede e reação de influenciadores
A escolha de criar mistério sobre um tema pessoal em um período de alta fervura política acabou gerando uma onda de reações divididas e críticas intensas de internautas e figuras públicas. A cobrança por um alinhamento político sobrepôs-se ao teor do desabafo para uma parcela do público que aguardava uma manifestação partidária.
O influenciador Felipe Neto manifestou abertamente sua irritação nas redes sociais com a estratégia de expectativa gerada por Felca:
“Vai tomar no c, né. Só isso mesmo. Uma altura dessa. Não fde, né…”, publicou Felipe Neto, refletindo a contrariedade de setores que esperavam um pronunciamento direcionado às eleições.
Outros usuários também questionaram o momento escolhido para a publicação:
“Caralho, o Felca fez um vídeo sobre fobia social kkkk. Enfia no cu, meu filho, com todo respeito”, disparou um internauta nas redes sociais.
“Ah, não, Felca! Porra! Jura? Agora?”, questionou outro seguidor.
O choque entre militância e saúde mental
O episódio expõe com clareza o choque entre a instrumentalização da imagem de grandes influenciadores e as pautas humanas individuais. De um lado, a militância digital cobra que figuras de grande alcance utilizem seu poder de influência como ferramenta de engajamento político. Do outro, o debate escancara a urgência de discutir os impactos duradouros do bullying e da saúde mental na juventude.
A repercussão em torno do retorno de Felca reabre a discussão sobre o papel dos criadores de conteúdo: seriam eles obrigados a responder às agendas políticas do público ou têm a prerrogativa de usar suas plataformas para expor suas próprias vulnerabilidades?
Assista o vídeo clicando no link ao lado: https://youtu.be/x3JpSdy4b-I?si=QMxVEZJ8uZx9tSF7


