Por Anna de Oliveira

A esperada licitação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), deve acontecer até maio de 2018, conforme informou o Governador do Estado da Bahia, Rui Costa, durante a inauguração em Bom Jesus da Lapa do maior parque solar da América Latina.
 
À jornalista Priscila Natividade, do Correio, o Governador declarou que “a licitação está a cargo do governo federal, mas o estado da Bahia está tentando acelerar esta licitação”.
 
De acordo com informações do Correio, associações baianas de Produtores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e de Algodão (Abapa) solicitaram a retomada das obras da Fiol na Casa Civil do governo estadual, na semana passada. Destacaram também as dificuldades de logística que os produtores têm encontrado para escoar a produção de grãos e fibra na região Oeste da Bahia. “A ferrovia será muito importante não só para o agronegócio, mas também para o futuro econômico e social da nossa região”, pontuou o vice-presidente da Aiba, David Schmidt.
 
Por meio de um consórcio em que a Bahia visa a participação de empresas chinesas e inglesas, o governador Rui diz que após essa composição, será viabilizado então o complexo modal, incluído o Porto Sul, em Ilhéus. “Com isso a gente viabiliza também o desenvolvimento do modal ferrovia porto pra essa região”, declarou.
 
Mas o fato é que não só a região Oeste da Bahia enfrenta dificuldades com a esperada chegada do complexo modal, como também a região sul, que há mais de 7 anos recebeu a notícia do Governo do Estado de que o empreendimento será instalado na região, e, até o presente momento, a continuidade das obras e seu processo licitatório sequer estão em curso.
 
Realmente é uma longa conversa e “verdade chinesa”, praticamente às vésperas das eleições de 2018. Será que dessa vez vai? Quem sabe o sonho não fique só na conversa, ao contrário do que um dia cantou Emílio Santiago.

Foto: Aiba/Divulgação

 

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